Psiquiatria em Face da Reencarnação

psiqutria

Autor – Dr. Inácio Ferreira / Ano – 1992 / Editora – FEESP

Apresentação:
Conheci o Dr. Inácio Ferreira em 1938, quando eu era ainda estudante de medicina e ele já organizara o sanatório espírita de Uberaba, auxiliado pela notável médium D. Maria Modesto Cravo. Tive a felicidade de ficar hospedado na casa desta e acompanhar de perto suas capacidades mediúnicas. Eram excelente médium receitista, passando horas, todos os dias psicografando dezenas de dezenas de receitas do Dr Bezerra de Menezes, muitas delas enviadas pelo correio para vários estados. Junto às receitas, seguiam orientações e às vezes, diagnósticos, dentro da terminologia médica cuja exatidão pude comprovar algumas vezes.

Além de receitista D. Modesta, como a chamávamos, era médium de incorporação (psicofônica e psicográfica) e tinha excelente vidência. Dialogava com espíritos cultos como Bezerra e Pierre Janet (psicólogo francês) com a naturalidade de quem conversa com encarnados.

Foi essa médium que possibilitou ao Dr Inácio fazer as primeiras doutrinações e curas no sanatório espírita de Uberaba. Em pouco tempo esse ficou famoso e a ele acorriam doentes do Triângulo Mineiro e estados vizinhos. Foi um dos pioneiros na América latina a tratar obsessões.

Dr. Inácio Ferreira, espírito arguto e bom observador, foi selecionando casos interessantes, publicou, ainda na década de 40, seu livro “Novos rumos à medicina” em dois volumes. A seguir, “Espiritismo e medicina” e a “Psiquiatria em face da Reencarnação” que a Federação Espírita do estado de São Paulo reedita.

Apesar da sua vasta experiência e longo contato com casos de obsessões o Dr. Inácio não é fanático. Ouvi dele, em 43, uma afirmação que provavelmente vai contrariar a teimosia dos espíritas fanáticos que vêm obsessão em toda parte. Dizia ele que mais de metade dos pacientes encaminhados ao sanatório como obsidiados, nada mais eram do que portadores de doenças orgânicas ou funcionais, mas do âmbito médico.

Jornalista vibrante, publicou artigos em alguns jornais espíritas, principalmente na “Flama Espírita” órgão da mocidade espírita de Uberaba. Nesse periódico manteve durante longo tempo (década de 40) uma encarniçada polêmica com o clero de Uberaba, que atacava violentamente o centro espírita, a mocidade e o sanatório. Nessa época ser espírita era sinal de loucura. Mas ter um sanatório para tratar de doenças mentais, era a suprema ousadia.

O livro que estamos prefaciando é muito interessante, pelos casos que apresenta, sendo agradável de ler. A linguagem é de pessoa entusiasmada pelo que defende, pelo que expõe, de tal forma que amiúde, descamba para tiradas excessivamente emotivas ou até mesmo gongóricas.Na época em que foi escrito, esse estilo era muito usado.

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