Programa “Pinga-Fogo” da TV Tupi com Chico Xavier – Parte 01

Em 1971, convidei Chico Xavier para participar do programa Pinga-Fogo, um programa de entrevistas da TV Tupi de São Paulo, emissora onde eu trabalhava na época. Era um programa líder de audiência, cuja essência era “crivar” o entrevistado de perguntas elaboradas por competentes jornalistas.

Chico ficou um pouco receoso, mas aceitou.
A maior prova de confiança e amizade que o Chico me deu foi aceitar participar do programa.

Vinte e três horas e trinta minutos do dia 27 de julho de 1971, o programa entra no ar!
Na primeira fila estavam os convidados e as autoridades.
Na rua sobravam pessoas que queriam entrar no auditório superlotado.
Diante daquela situação, a TV Tupi mandou instalar televisores na parte externa do prédio. Nas imediações, as ruas precisaram ser interditadas.
Temos a informação do Ibope que a audiência já é grande, mesmo antes do programa começar.

Jornalistas competentes e convidados das mais variadas religiões estiveram presentes, sem contar a participação das pessoas do auditório e dos telespectadores.
Chico respondeu a todas as perguntas, segundo ele, sob a inspiração muito direta de Emmanuel que lhe “assoprava” aos ouvidos as respostas, em uma bela interação entre dois mundos!

O Pinga-Fogo com Chico Xavier foi um marco na história do espiritismo, que crescia com timidez e, depois desse primeiro programa, a doutrina espírita ganhou destaque e o justo respeito.

Não é exagero dizer que há esse divisor de águas – o antes e o depois do Pinga-Fogo, que, com o poder de penetração da televisão e do rádio (a rádio Tupi também transmitiu o programa), contagiou milhões de pessoas levando-lhes o autêntico representante do espiritismo, Chico Xavier.

Eu me senti realizado como profissional e, principalmente, como ser humano!

Como resultado do sucesso do programa, uma edição especial foi realizada em dezembro do mesmo ano.

Saulo Gomes – Repórter

Tags:

Deixe seu comentário